Comando da Farc diz que vai se manter armado

Mobilização da guerrilha será mantida mesmo após a morte do líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Alfonso Cano.

O comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informou que, mesmo após a morte de seu líder, Alfonso Cano, será mantida a mobilização da guerrilha. Em comunicado, as Farc informam que “a queda do camarada Cano simboliza a resistência do povo colombiano”.

O movimento acrescenta, na nota, que “a paz na Colômbia não nascerá de nenhuma desmobilização guerrilheira, mas sim da abolição definitiva das causas que fizeram surgir a revolta”.

Para o professor de ciência política da Universidade Pontifícia Javeriana, Pedro Valenzuela, a guerra entre as Farc e o governo do presidente Juan Manuel Santos não está perto do fim. “Tanto o governo quanto as Farc têm condições de continuar em guerra.

Do contrário, já teriam buscado negociar sem combate, com diálogo. A guerrilha sofreu baixas importantes, mas tem estrutura militar, recursos e estratégias para seguir com mudanças no comando”, disse

O analista em conflitos e paz Victor de Currea Lugo acrescentou que o problema central é a intolerância presente nas duas partes do conflito. Para Valenzuela, as Farc querem manter sua ideologia e princípios. “As Farc são um movimento agrário. Eles querem a redistribuição de terras e vão querer sempre", disse.