Estado reduz casos de homicídios em 0,32%

Redução foi de apenas cinco homicídios em relação ao ano de 2012.

Pela segunda vez consecutiva, a Paraíba conseguiu reduzir os números de homicídios registrados anualmente no Estado.

Segundo levantamento da Secretaria de Segurança e da Defesa Social do Estado (Seds), no ano passado foram contabilizados 1.537 casos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), popularmente conhecidos como homicídios.

Quando comparado com 2012, ano em que foram computadas 1.542 mortes, 2013 registrou cinco casos a menos, o que representa uma redução de apenas 0,32%. Desse total de casos, 817 foram contabilizados apenas no primeiro semestre de 2013. No mesmo período do ano passado, o levantamento da Secretaria de Segurança apontava para a ocorrência de 790 casos.

Ainda conforme os números da secretaria, as duas maiores cidades do Estado, João Pessoa e Campina Grande, são as que concentram a maior parte dos casos, e registraram, respectivamente, 515 e 184 homicídios. No caso de João Pessoa, houve uma redução de 0,58% em relação ao ano passado, uma vez que em 2012 ocorreram 518 mortes. Já em Campina, as estatísticas apontam que houve um aumento de 7,6%, considerando que ocorreram 170 casos em 2012.

Na contramão dessas cidades, outras 76 não registraram nenhum caso de homicídio em 2013. São casos como Triunfo, no Sertão da Paraíba, e Mogeiro e Boa Vista, no Agreste do Estado. Em 2012, foram 69 municípios sem nenhum registro de casos de CVLI.

Um dos casos mais marcantes do ano, em João Pessoa, foi o da adolescente Fernanda Ellen, 11 anos, morta por um vizinho em janeiro. A jovem morava com os pais no Alto do Mateus e desapareceu após sair da escola. Depois de 3 meses de buscas que sensibilizaram a população, o corpo dela foi encontrado enterrado no quintal de um vizinho. Jefferson Luís de Oliveira, viciado em drogas, foi preso e confessou o crime.

MORTES DE POLICIAL E VIGILANTE REPERCUTEM

Já em Campina, um caso recente que marcou a população foi o assassinato do policial militar José Janderson Pereira, 28 anos.

No dia 12 de dezembro, ele estava dentro de seu carro, próximo a um restaurante da avenida Manoel Tavares, quando quatro homens tentaram assaltá-lo. Como o policial estava armado e tentou reagir, um dos criminosos atirou contra ele, que morreu a caminho do hospital. Em menos de 24h, os quatro acusados foram presos.

Outro caso que ganhou repercussão na cidade foi o do vigilante Cícero Martins, 53 anos. Em agosto ele foi morto na clínica odontológica em que trabalhava, no Centro da cidade. Um dos dois criminosos desceu de uma moto, tomou a arma da vítima e atirou contra ele, que morreu no local. O circuito de câmeras registrou a ação, mas, diferentemente da morte do policial, o crime ainda não foi elucidado e nenhum suspeito foi preso.

Além do aumento dos homicídios, 2013 também foi marcado pelos constantes arrastões e assaltos contra estabelecimentos comerciais.

CONSELHO DE SEGURANÇA

Na avaliação do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL), Tito Motta, 2013 foi um ano bastante difícil para toda a sociedade, que teve seu cotidiano prejudicado pela ação dos criminosos.

Para o presidente da Associação Comercial de Campina Grande (ACCG), Álvaro Barros, o ano foi marcado por problemas nessa área. Ele elogiou algumas iniciativas que ajudaram a amenizar a situação, mas cobrou mais integração entre os órgãos de segurança pública.

“Além disso, também é importante que a central de monitoramento por câmeras exclusiva para as polícias saia do papel para auxiliar no combate ao crime”, declarou.

Diante dos apelos da população, ainda em dezembro a Prefeitura decidiu criar o Conselho Municipal de Segurança, já aprovado pela Câmara Municipal, que reúne 25 entidades, e deve começar a atuar em 2014.

Juntas, essas entidades vão discutir os problemas e propor ações de enfrentamento à criminalidade na cidade.

O conselho deverá ser presidido pelo vice-prefeito de Campina Grande, Ronaldo Cunha Lima, que já se reuniu informalmente com os dirigentes empresariais.