O assassinato do militante do PT, Marcelo Arruda, com tintas de motivação política, mobilizou a classe política. Tanto presidenciáveis quanto pré-candidatos ao governo, inclusive alguns da Paraíba, se manifestaram sobre a tragédia, que aconteceu na madrugada deste domingo (10), no Paraná.
O movimento louvável, no entanto, destoa do acirramento político que os usuários de redes sociais vêm observando mesmo antes de iniciada a campanha eleitoral oficialmente.
Os ânimos andam exaltados, muito, inclusive, estimulado por fake news, meias-verdades ou notícias requentadas, compartilhadas por lideranças e aliados políticos de pré-candidatos. Se são produzidos e motivados por eles, cabe aos órgãos de controle fiscalizar e punir.
Independente desse clima nos bastidores, muitos se propuseram a fazer seu “papel diplomático” e questionaram os atos. Confira:
Presidenciáveis
Dentre os pré-candidatos à presidência, o ex-presidente e correligionário da vítima, Lula foi foi um dos primeiros a se manifestar. Na mesma esteira também condenou o ataque pré-candidatos Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Luciano Bivar (União Brasil), Felipe D’Ávila (Novo), André Janone (Avante), Vera Lúcia (PSTU), Léo Péricles (UP) e Sofia Manzano (PCB).
Tardiamente e, especula-se, forçado a se posicionar, o presidente Jair Bolsonaro disse que está acompanhando o caso e cobrou que as autoridades tomem as providências cabíveis, assim como “contra caluniadores que agem como urubus para tentar nos prejudicar 24 horas por dia”.
– Que as autoridades apurem seriamente o ocorrido e tomem todas as providências cabíveis, assim como contra caluniadores que agem como urubus para tentar nos prejudicar 24 hora por dia.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) July 10, 2022
Pré-candidatos
Na Paraíba, o governador João Azevêdo (PSB) lamentou o ato e afirmou que o “melhor caminho é o diálogo”, defendendo também que “não há democracia se não houver respeito aos que pensam diferente de nós”.
Não há nada que justifique a violência. Situações como essas não podem se repetir e nem ficarem impunes. Todos devemos fazer a nossa parte para evitar que a intolerância política vença.
— João Azevêdo (@joaoazevedolins) July 10, 2022
O senador Veneziano (MDB), pré-candidato ao governo em aliança com o PT, seguiu a linha de Lula prestou solidariedade às duas famílias que perderam seus entes na tragédia, “que poderia ser evitada se não tivéssemos esse clima lamentável que temos hoje no Brasil, incentivado por um sentimento extremista e intolerante por parte de quem deveria se preocupar com a nação”.
Minha solidariedade às famílias que perderam seus entes nessa tragédia, que poderia ser evitada se não tivéssemos esse clima lamentável que temos hoje no Brasil, incentivado por um sentimento extremista e intolerante por parte de quem deveria se preocupar com a nação ⤵️ pic.twitter.com/NcaUkiPX0y
— Senador Veneziano ✌️ (@venezianovital) July 10, 2022
O tucano Pedro Cunha Lima, pré-candidato ao governo pelo PSDB, também se manifestou. Disse que “nenhuma violência se justifica” e que o “assassino do guarda municipal Marcelo de Arruda, por intolerância política, é uma barbárie e escancara o quanto a polarização política faz mal para o Brasil. Não podemos admitir que casos como esse voltem a se repetir”.
Nenhuma violência se justifica. O assassino do guarda municipal Marcelo de Arruda, por intolerância política, é uma barbárie e escancara o quanto a polarização política faz mal para o Brasil. Não podemos admitir que casos como esse voltem a se repetir.
— Pedro Cunha Lima (@pedroocl) July 10, 2022
Os pré-candidatos Adjany Simplicio (PSOL), Antônio Nascimento (PSTU), Major Fabio (PRTB) e Nilvan Ferreira (PL) não se manifestaram publicamente.
O caso
No último domingo (10), o guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, morreu após ser baleado durante sua festa de aniversário em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Os disparos que mataram Arruda foram feitos pelo policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, que também foi ferido pelo guarda municipal durante a troca de tiros. Guaranho é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O secretário de Segurança Pública de Foz do Iguaçu, Marcos Antonio Jahnke, informou à RPC que a Polícia Civil investigará a motivação do crime e adiantou a possibilidade de se tratar de um caso de intolerância política.
*Com informações do g1




