Não faz tanto tempo assim, até o final dos anos 1990, as Forças Armadas tinham três lugares no primeiro escalão do governo: um general no Ministério do Exército, um almirante no Ministério da Marinha e um brigadeiro no Ministério da Aeronáutica. Isso acabou, em 1999, com a criação do Ministério da Defesa, no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Os três ministérios foram extintos, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica passaram a ter comandantes, e estes, por sua vez, eram subordinados ao Ministério da Defesa, ocupado por um civil. Esse era o conceito quando ocorreu a mudança. E é muito importante lembrar que não houve crise militar alguma. O Ministério da Defesa foi criado sem traumas, fortalecendo a vida democrática.
Nelson Jobim foi ministro da Defesa. José Alencar, o vice de Lula, também foi. Dois comunistas chegaram a ser: Aldo Rebelo e Raul Jungmann. Sabe-se, aliás, que Rebelo, em particular, teve ótimo relacionamento com os comandos militares. Foi assim nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Mas não custa reconhecer que a criação da Comissão da Verdade, sob Dilma Rousseff, azedou a relação.
O ministério da Defesa passou a ser comandado por um militar no governo de Michel Temer, e, obviamente, assim ficou no governo de Jair Bolsonaro. Bolsonaro não militarizou somente o comando do Ministério da Defesa, mas o próprio governo. Chegamos a ver o ministro da Defesa, ao lado do presidente, sobrevoando a Praça dos Três Poderes, em Brasília, num helicóptero, durante um ato antidemocrático.
Com a derrota de Bolsonaro e a volta de Lula, o governo deve ser desmilitarizado para que os militares cumpram, de fato, seu papel constitucional. Mas há tensões entre as Forças Armadas e o presidente eleito, e estas precisam ser administradas com tato. Lula não titubeou: o Ministério da Defesa será, sim, devolvido a um civil. A questão é entregá-lo a um político sabedor do exato significado do verbo distensionar.
O nome do futuro ministro da Defesa deve ser anunciado no final da manhã desta sexta-feira (09), num entrevista coletiva do presidente eleito, em Brasília. É quase certa a confirmação de José Múcio Monteiro (Foto/Divulgação TCU), que já foi deputado federal e ministro do TCU. Tem ótima relação com os militares e é da confiança de Lula. Múcio é um dos quadros da direita pernambucana. Tem o perfil que o cargo – sobretudo agora – exige.





Aos servidores da Assembleia Legislativa da Paraíba:
As lideranças do Sinpol e da Ascal nos deixaram sem nenhuma proteção contra a inflação em 2020, 2021 e 2022, o que causou — contra nós — um grande achatamento salarial, pois havia uma pandemia no meio do caminho.
A pandemia não podia ser prevista, mas é totalmente previsível que imprevistos podem acontecer e muitas vezes acontecem.
Agora, vemo-nos diante de algo potencialmente semelhante ou até pior.
Se recebermos a devida reposição das perdas causadas pela inflação pandêmica e se tivermos melhorias em decorrência do PCCR, poderemos perder tudo (ou quase tudo) em questão de meses, em decorrência da inflação que deverá ser causada pela irresponsabilidade fiscal do governo Lula-lau e de Suas Excelências deputados federais e senadores, loucos por boquinhas e boconas.
Não subestimem, por favor, o que vem por aí em consequência da PEC da Gastança: INFLAÇÃO.
Os seiscentos reais do Auxílio Brasil e os 150 reais extras por criança de até seis anos serão corroídos em dois tempos pela INFLAÇÃO.
Eles não estarão sozinhos: nossos salários também virarão pó, ainda mais se não houver algum mecanismo de reposição salarial ágil e eficaz.
Não nos deixemos iludir de novo pelos pelegos do Sinpol e da Ascal.
Se pularmos no mar, atraídos pelo canto das sereias do peleguismo assembleiano, seremos rapidamente devorados pelos tubarões.
Se você concorda com esta advertência, por favor passe adiante este texto.
Paraíba, 9 de dezembro de 2022,
_Gilson Marques Gondim_.