UE cobra das Farc entrega de reféns

As negociações para as libertações têm sido feitas por integrantes do governo colombiano e do Brasil.

A União Europeia cobrou ontem das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a libertação de todos os reféns mantidos em poder da guerrilha. Não há um número exato sobre a quantidade de reféns em cativeiro. Anteontem, foram libertados dez policiais e militares. As negociações para as libertações têm sido feitas por integrantes do governo colombiano e do Brasil, organizações não governamentais e as Forças Armadas. Informações são da Agência Brasil.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, elogiou as libertações, mas lembrou que é necessário dar liberdade para os reféns que ainda são mantidos em cativeiro.

“[Esperamos] uma libertação imediata e incondicional de todos os sequestrados civis”, disse ela, em comunicado, destacando a decisão da guerrilha de não mais fazer reféns.

Porém, Ashton ressaltou que a expectativa do povo colombiano é de a paz ser consolidada no país. “Uma paz sustentável em democracia e com o pleno respeito aos direitos humanos”, disse.

Anteontem, dez policiais e militares mantidos reféns pelas Farc foram libertados. Eles estavam em cativeiro há mais de 12 anos.

Aeronaves e equipes do Brasil ajudaram nos resgates, com o apoio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

A vencedora do Prêmio Nobel de 1998, a líder indígena da Guatemala Rigoberta Menchu, também participou das operações de resgate. Os dez policiais e militares estão em Bogotá, capital da Colômbia, para serem submetidos a exames médicos.

O Brasil participou dos resgates, assim como integrantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), do governo colombiano e de ONGs.