Relembre casos de racismo no BBB

Casos de racismo das últimas edições do BBB foram investigados pela Polícia do Rio de Janeiro.

Fred Nicácio, do BBB 23. Foto: Reprodução/Globo

O médico e apresentador Fred Nicácio reuniu nesta quarta-feira (22) os participantes da repescagem do BBB23 para falar sobre racismo religioso e as cenas protagonizadas por Key, Gustavo e Christian durante o reality. Fred Nicácio contou para os colegas como estava se sentindo após assistir as gravações e chorou. No entanto, outros casos de racismo já aconteceram no BBB.

“Infelizmente o racismo mata. Não é como decepção que não mata, mas ensina a viver. Racismo mata pessoas todos os dias, me mata desde que eu nasci. Eu tenho um alvo nas costas desde que nasci apenas por ser preto.

Quando vocês falam e fazem aquelas coisas que eu vi, aquilo me engatilhou demais”, afirmou Fred Nicácio.

Antes da conversar com os confinados, Fred Nicácio chorou e disse não acreditar que estava dividindo novamente o mesmo espaço com pessoas que o machucaram. O médico foi consolado pelas participantes Paula Freitas e Tina Calamba.

Nas últimas edições do Big Brother Brasil, outras cenas foram apontadas como racismo e intolerância religiosa pelos internautas.

O programa precisou conversar com os moradores da casa e as imagens foram investigadas pela polícia do Rio de Janeiro.

Veja outros casos de racismo no BBB

BBB23 – Intolerância Religiosa

Key e Gustavo, após conversa com o participante Christian, demonstraram medo, rezaram e tomaram banho de sal grosso por causa, segundo eles, da “energia negativa” de Fred Nicácio.

Christian disse que viu Fred fazendo os “negócios dele”, fazendo referência a um ritual religioso. As imagens do reality mostram que Fred Nicácio estava, na verdade, com dificuldade para enxergar o quarto no escuro.

Tadeu Schmidt precisou dar um recado para os participantes sobre diversidade religiosa:

“Todas as religiões têm o nosso respeito. Todas! Nenhuma religião é melhor do que as outras, nenhuma religião é pior do que as outras, não tem religião do bem e religião do mal. Todas têm os mesmos direitos, todas têm a nossa admiração. É assim no Brasil, é assim no BBB”.

BBB23 – O termo “urubu de luto”

A atriz Bruna Griphao chamou Fred Nicácio de “urubu de luto” e internautas passaram a apontar racismo no termo utilizado pela participante.

Bruna utilizou o termo durante uma festa do programa e completou dizendo que o participante transformava todas as situações sobre ele.

Um inquérito foi aberto para investigar a fala da atriz, mas o Ministério Público do Rio de Janeiro arquivou a notícia crime aberta contra a atriz.

A assessoria da atriz afirmou que Bruna não teve uma conduta discriminatória e nem teve intenção de ofender.

BBB21 – Rodolffo compara peruca de homem das cavernas com cabelo de João Pedrosa

Durante o Castigo do Monstro do BBB21, o cantor Rodolffo e o participante Caio Afiune precisaram utilizar uma peruca de homem das cavernas.

O geógrafo João Luiz Pedrosa ajudava o cantor a colocar a peruca, quando Rodolffo disse para Caio: “A gente está com o cabelo quase igual ao do João”.

Em outro momento, quando foi confrontado por João, ele voltou a repetir que o cabelo do geógrafo era “semelhante” à peruca.

Na época, a Polícia do Rio de Janeiro abriu uma investigação para apurar as imagens e determinar se houve crime de preconceito racial.

O apresentador do programa, Tiago Leifert,  conversou ao vivo com o cantor e explicou a importância do cabelo do participante João Luiz Pedrosa.

BBB19 – Campeã foi responsável por diversas falas preconceituosas

Paula Sperling foi a campeã do BBB19, mas até chegar ao prêmio, reproduziu diversas falas preconceituosas.

A participante Hariany Almeida, em conversa com Paula, afirmou que questionou a religião de participantes após escutar uma conversa e “sentir um aperto no coração”.

Paula respondeu dizendo que “isso dá muito medo na gente”.

A campeã também afirmou que ficou com medo da amiga ser eliminada do programa por causa das “coisas que eles fazem”, se referindo a práticas de religiões de matriz africana, e porque o participante Rodrigo Ferreira França seria muito próximo do orixá Oxum.

Em outro momento, a participante utilizou a palavra “carvão” para se referir a pessoas pretas e o termo “cabelo ruim”, e recebeu resposta de Rízia: “Cabelo ruim não”.

Paula Sperling foi indiciada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por crime de injúria racial contra Rodrigo Ferreira França durante o programa, mas o inquérito foi arquivado pelo Ministério Público.