Vinícius de Moraes trocou Tom Jobim por outros parceiros: o inspirado melodista Carlos Lyra e Baden Powell, com quem gravou a série de afro-sambas.
Nara Leão, ao gravar seu primeiro disco, estabeleceu um diálogo com os sambistas tradicionais, como Zé Keti, Cartola e Nelson Cavaquinho.
Sérgio Mendes, antes de produzir, nos Estados Unidos, uma versão ultracomercial da bossa, montou o sexteto Bossa Rio.
Por trás do grupo, em seu extraordinário disco de estreia (Você ainda não ouviu nada!), estão os arranjos de Jobim e do maestro Moacir Santos.
Quando entraram em cena, um pouco mais na frente, os jovens Edu Lobo e Chico Buarque traziam em suas músicas as sugestões que estavam lá atrás – em Tom, João, Vinícius, Lyra, Menescal, Baden.
A Bossa Nova, como movimento, já havia passado, mas a sua influência se faria sentir, nas décadas seguintes, mesmo onde não parece existir qualquer sinal dela.
ESTE TEXTO FAZ PARTE DE UMA SÉRIE SOBRE OS 60 ANOS DA BOSSA NOVA.






