Do G1
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (3), por 399 votos a 18, regime de urgência para a votação das mudanças no Código Florestal, legislação que trata sobre a proteção ambiental nas propriedades rurais. Foi registrada uma abstenção. Além disso, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), também não vota.
Dos 513 deputados, 419 estavam presentes à votação, que começou às 22h15 e terminou por volta de 23h.
Com a aprovação da urgência, o projeto do código terá prioridade na votação e, em caso de apresentação de emendas, não precisará voltar à comissão especial da Casa para análise das modificações. O texto foi aprovado na comissão em julho do ano passado.
A expectativa é que a leitura do relatório final do projeto seja feita pelo relator, deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), nesta quarta-feira (4). A votação também deve começar nesta quarta.
A votação do requerimento de urgência foi alvo de disputa entre os partidos. PV, PSOL, e parte do PT defendiam mais tempo de discussão para a matéria. No entanto, os líderes haviam acordado votar o requerimento de urgência.
O PV tentou obstruir a votação, mas depois orientou para rejeitar o requerimento. "Há artigos, incisos, alíneas, que mostram que a área de perservação permanente pode ser desmatada. Há uma série de questões que precisam ser esclarecidas", disse o deputado Sarney Filho (PV-MA), o Zequinha Sarney.
Líder do PSOL, o deputado Chico Alencar (RJ) foi vaiado por presentes na galeria ao defender mais discussão para o tema. "Tem muito debate a ser feito. Não queremos essa urgência."
Todos os demais líderes orientaram os deputados a aprovar o requerimento de urgência.
O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que a bancada votou pela urgência porque entendeu que Rebelo acatará todas as sugestões do governo. "Aprovamos a urgência, mas vamos esperar pelo texto final. A base do governo vai estar unida." Os petistas discutiram o tema por quase cinco horas nesta terça.




