Keith Richards faz 75 anos nesta terça-feira (18).
Dias atrás, o guitarrista dos Rolling Stones surpreendeu o mundo: anunciou que abandonara o álcool.
Está tocando sóbrio.
Bobagem.
Ele jamais deveria abandonar as drogas (lícitas ou ilícitas) nem o rock’n’ roll.
Viveu na transgressão. Permaneceria nela até a morte.
Keith Richards dividiu com Mick Jagger a autoria de muitos dos maiores números do rock.
À guitarra, criou riffs absolutamente antológicos.
No palco, quando cumprimenta o público, põe as mãos na cabeça, no peito e no órgão sexual.
Parece dizer que, com o cérebro, o coração e o sexo, está tudo em cima.
Devoto dos blues, ouvinte de Brahms, é rude, debochado, cínico e adorável.
Ele é o próprio rock’n’ roll. Selvagem, animal, profano.
Jagger e Richards são opostos. Os dois se completam.
Vê-los ao vivo, de perto, é uma das grandes experiências do mundo da música popular.
Que bom que Keith Richards tenha chegado aos 75 anos.
Os excessos nunca negados sugeriam que ele não iria tão longe.




