Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (9), a Polícia Civil deflagrou a operação Malhas da Lei, na cidade de Sumé, no Cariri paraibano com o objetivo de cumprir dois mandados de prisão e busca e apreensão. Os principais alvos da operação foram dois suspeitos de dominarem o tráfico de drogas e suspeitos de homicídio, na Vila Vedidário, onde também mantinham os moradores do local como reféns. Na ação foram apreendidas armas, drogas e uma adolescente de 17 anos.
Os mandados foram cumpridos contra Genildo da Silva, 22 anos, conhecido como Nem, e Leonardo de Melo Costa 19 anos. A operação começou com os primeiros raios de luz do sol e, no momento da abordagem, Genildo da Silva ainda trocou tiros com a polícia e acabou ferido no joelho, mas não corre risco de morte. Com ele, foi apreendido um revólver calibre 38 com a numeração raspada. Além da prisão por mandado judicial, eles foram autuado em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.
Segundo o delegado seccional da Polícia Civil de Monteiro, João Joaldo, a dupla vinha sendo investigada havia alguns meses suspeita de tráfico de drogas e de um homicídio registrado na cidade, no me de junho. “Esses dois homens se mudaram para essa Vila em Sumé e passaram a dominar o local. Foi difícil investigar e realizar a operação pois eles mantinham os moradores como reféns e todos os dias mudavam de casa. Ao todo são cerca de 80 famílias que moram no local estavam sendo ameaçadas por estes dois homens, que obrigaram a abrigá-los”, disse ele.
Ainda nas buscas realizadas pela polícia, foi apreendida uma adolescente de 17 anos, moradora da cidade de Patos, que estava com 54 pedras de craque e uma caderneta contendo nomes e cálculos, que a polícia acredita está relaciona ao tráfico de drogas. Um quarto homem estava com o grupo, mas conseguiu fugir, mas ainda não foi identificado.
Devido a grande dificuldade de realizar uma abordagem específica no local, a operação precisou de um grande efetivo e contou com 12 delegados – sendo alguns de Campina Grande – , 50 policiais civis e 50 policiais e bombeiros militares. “Como não sabíamos em qual das casas eles estavam, foi preciso um efetivo reforçado. A operação foi um sucesso e o que me deixou mais satisfeito foram olhares de gratidão e sembrantes de alívio dos moradores que já não aguentavam mais viver reféns destes dois bandidos. Eles agora sabem que a partir de hoje estarão livres dos acusados”, acrescentou.
Acusados podem ser transferidos para CG
Ainda de acordo com o delegado seccional da Polícia Civil de Monteiro, João Joaldo, os dois presos Genildo da Silva e Leonardo de Melo Costa estão recolhidos na Cadeia Pública da cidade de Sumé, onde foram presos. A Polícia Civil está estudado a possibilidade de pedir a transferência deles para um presídio de Campina Grande, devido à periculosidade dos mesmo.




