Marvin é liberado da prisão e vai ser monitorado com tornozeleira

Ele é suspeito de participação da chacina da família de paraibanos na Espanha.

Marvin é liberado da prisão e vai ser monitorado com tornozeleiraO jovem Marvin Henriques Correia, de 18 anos, suspeito de participação da chacina da família de paraibanos em Pioz, na Espanha, foi liberado no fim da tarde desta quarta-feira (30). Ele, que estava na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1, em João Pessoa, vai responder ao processo em liberdade, sendo monitorado com uma tornozeleira eletrônica. A informação foi repassada pelo advogado de defesa de Marvin, Sheyner Asfora.

Marvin foi preso preventivamente no dia 28 de outubro. Segundo a Polícia Civil, que realizou a prisão, as investigações comprovam que o jovem de 18 anos manteve contato direto com François Patrick Nogueira Gouveia, que confessou a chacina em Pioz, quando este matava o tio, Marcos Campos Nogueira, a esposa dele, Janaína Santos Américo, e os dois filhos pequenos do casal. As conversas teriam acontecido pelo aplicativo de mensagens WhatsApp e Marvin teria, inclusive, dado dicas de como mutilar e ocultar os cadáveres.

O amigo de Patrick havia tido a liberdade negada por duas vezes. Marvin foi preso a pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) que considerou como crime as conversas do jovem com Patrick Gouveia. “Os assassinatos foram na Espanha, ele estava aqui no Brasil, mas a troca de mensagens em tempo real fazem como que ele estivesse participando da cena do crime”, disse o promotor Márcio Gondim.

A Polícia Civil da Paraíba indiciou Marvin por homicídio qualificado. O delegado Reinaldo Nóbrega, responsável pela investigação, considerou que o jovem teve participação apenas na morte de Marcos Campos.

A Polícia Federal, responsável pela investigação inicial, teve um entendimento diferente e considerou que não era necessário a prisão do jovem, tanto que não o indiciou, quando o inquérito foi encerrado. “Ele está preso por homicídio. Mas ele matou alguém? Não. Ele forneceu meios para que alguém fosse morto? Não”, declarou o delegado Gustavo Barros.