Famílias de 14 municípios paraibanos estão com dificuldades de acesso ao sistema público de saúde. O motivo é a precariedade das instalações estruturais das Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), conhecidas como os Postos do PSF (Programa Saúde da Família) interditados pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) da Paraíba. Até o final do mês de outubro foram interrompidos os atendimentos em 17 unidades que não apresentavam condições de receber os usuários do programa.
As cidades de Mulungu, Sapé e João Pessoa são as únicas com duas unidades interditadas ao longo deste ano. As demais são: Solânea, Caldas Brandão, Lagoa Seca, Marcação, Itaporanga, Gurinhém, Remígio, Puxinanã, Riacho do Poço, Damião e Campina Grande, todas com um local de atendimento que teve o atendimento suspenso pelo CRM. As duas interdições mais recentes aconteceram em Campina Grande na última terça-feira, na UBSF do bairro do Jardim Paulistano, e na capital, ontem, no bairro da Torre II.
De acordo com Eurípedes Mendonça, diretor do Departamento de Fiscalização do CRM, o fechamento das duas unidades ocorreu por problemas na estrutura, que não apresentava condições propícias para que a população continuasse a ser atendida. De acordo com ele, mesmo que o posto esteja passando por uma reforma, ele não pode concentrar seus serviços em uma sala e continuar a prestar auxílio à população como se toda a unidade estivesse funcionando.
“A reforma não está obedecendo às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com o isolamento acústico e mecânico.
Há poeira, cimento, areia por todas as salas, pedreiros circulam entre os pacientes e gestantes. Está tudo improvisado, geladeira sendo usada para armazenar de água para beber e até vacina. O que não pode ocorrer em hipótese alguma”, destacou o médico, acrescentando que o posto está à disposição de 1.866 famílias.
Já na capital, o problema detectado foi o mesmo: falta de estrutura. Depois de ter interditado a UBSF do Hospital Arlinda Marques em 23 de outubro passado, o CRM tomou a mesma medida no bairro da Torre, onde a unidade presta serviço a 1.600 famílias.




