Sudema encontra carvoeiras ilegais

Espaço com espécies da mata nativa, é superior ao tamanho de dois campos de futebol e estava sendo desmatado para produzir carvão.

A equipe técnica da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) encontrou uma área devastada de 2,35 hectares na praia de Tabatinga, localizada no município do Conde, no Litoral do Estado. O espaço, que ainda preservava espécies da mata nativa, é superior ao tamanho de dois campos de futebol e estava sendo desmatado com a intenção de produzir carvão. No local, foram apreendidos todos os equipamentos utilizados na produção, além de madeira extraída de forma ilegal (5 m³) e que estava pronta para ser transformada em carvão. A região desmatada faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba.

A maior parte da madeira era de mangabeira, Hncornia Speciosa, planta nativa da região. O material apreendido será encaminhado ao Jardim Botânico até que seja enviada à Estação Ecológica Pau-Brasil onde servirá para fabricação de ninhos de roedores utilizados no reflorestamento pelo processo de nucleação de parte degradada daquela Unidade de Conservação.

Para o coordenador de Estudos Ambientais da Sudema, Thiago Silva, existe a suspeita de que a queima também esteja relacionada ao raleamento do local com o intuito de facilitar a instalação de novas unidades habitacionais. De acordo com Thiago, a menor quantidade de mata nativa poderia propiciar a criação de novos loteamentos no local. “Mesmo que haja esta destruição, a Sudema realiza o monitoramento da APA através de imagens de satélite e pode determinar a área de vegetação nativa”, afirmou.

A ação, realizada na última sexta-feira, foi desenvolvida em parceria com o Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb), Secretaria de Meio Ambiente do Município de Conde, Núcleo Administrativo de Jacumã e Departamento de Estradas de Rodagem (DER), mas não conseguiu deter o responsável pelo crime ambiental, que abandonou o espaço antes da chegada dos fiscais.

APA DE TAMBABA
Localizada na região Sul da Paraíba, seus 11.500 hectares preservam resquícios do bioma da Mata Atlântica com fitofisionomias de restinga e manguezais.