Industrial do amadorismo é rótulo que crítica colou em Lelouch

un homme et une femme 1966 real : claude lelouch anouck aimee jean louis trintignant

Na estreia, a classificação etária me impedia de ver “Um Homem, Uma Mulher”. O que me impressionava nos cartazes era a expressão de Anouk Aimée nas cenas de sexo. Creio que foi a primeira vez que esse tipo de imagem chamou minha atenção.

Vi o filme de Claude Lelouch anos depois, já numa reprise. Uma decepção que se confirmou nas vezes em que pude revê-lo. Tinha aquele casal maravilhoso (Trintgnant e Aimée), tinha a música de Francis Lai, tinha o nosso “Samba da Bênção”, de Baden e Vinícius. Mas o resto parecia uma novela moderninha vista na tela grande do cinema.

Às vezes, enxergo um pastiche da Nouvelle Vague nos filmes de Lelouch. Quando não, aquele novelão que é “Retratos da Vida”.

Recorro ao dicionário de Jean Tulard para verificar se não estou sendo injusto com o cineasta e eis o que encontro como rótulo colado pela crítica: Claude Lelouch é um industrial do amadorismo.

Neste sábado, o filme volta às salas brasileiras no Festival Varilux. Em João Pessoa, no Cinespaço, do Mag Shopping.