Medicamentos populares ficam 340% mais caros em João Pessoa

Alguns remédios do Programa Farmácia Popular tiveram redução de subsídio e os preços subiram.

Os consumidores paraibanos que utilizam serviço do programa Farmácia Popular estão pagando mais caro por alguns medicamentos de uso prolongado em João Pessoa. Um dos remédios chegou a subir 340%, como é o caso da sinvastatina, usado no tratamento para colesterol. Levantamento informal nas farmácias da capital,  que  o sinvastatina subiu de R$ 2,00 para R$ 8,80.  Outros exemplos como o alendronato de sódio, para osteoporose, subiu 34% e a budesonida, remédio para asma, teve alta de 54,39%. 

Contudo, o preço dos medicamentos do programa da Farmácia Popular  ainda são bem inferiores aos cobrados nas drogarias sem subsídio.  

Os remédios estão custando mais porque o governo reduziu o chamado subsídio: a parte que era paga pelo Ministério da Saúde justamente para deixar esses remédios mais baratos. A lista completa pode ser acessada no endereço http://portalsaude.saude.gov.br.

A boa notícia é que estão mantidos os 14 medicamentos gratuitos para tratamento de hipertensão, diabetes e asma, que representam mais de 85% dos produtos disponibilizados pelo programa.
O presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de João Pessoa (Sindifarma-JP), Hebert Almeida, afirmou que não tinha ciência deste aumento e que os farmacêuticos não podem ultrapassar o preço tabelado nacionalmente.

Hebert Almeida explicou que o governo federal convocou os fornecedores para que eles baixassem o preço dos remédios subsidiados pela União  para que fosse possível dar continuidade ao Programa Aqui Tem Farmácia Popular, sem oneração de preço para o consumidor final.

OUTRO LADO

O Ministério da Saúde (MS) esclareceu, em nota, que desde o dia 12 de fevereiro entraram em vigor as novas regras do Programa Farmácia Popular do Brasil, conforme previsto na Portaria Nº 111/2016 publicada no dia 29 janeiro. E que dentre os 24 medicamentos oferecidos pelo programa, apenas quatro produtos tiveram seu preço de referência renegociado com a indústria farmacêutica.

A renegociação não implica  necessariamente, segundo o MS,  repasses aos consumidores, uma vez que esses produtos podem ter sofrido desvalorização no mercado nos últimos anos. Com essa negociação, o Ministério da Saúde informou que garantiu que as fraldas geriátricas e os anticoncepcionais tivessem seus valores reduzidos para o consumidor.