Representatividade de mulheres negras na publicidade vive estagnação

Segundo pesquisa da agência Heads e da ONU Mulheres, cenário para homens negros já indica retrocessos.

Uma pesquisa da agência Heads Propaganda e da ONU Mulheres aponta que a representatividade de mulheres negras como protagonistas em comerciais de TV vive um momento de estagnação e, para os homens negros, o cenário já indica retrocessos.

Quando analisados anúncios que envolvem idosos ou veiculados em programas infantis, a pesquisa mostra uma ausência de representatividade de pessoas negras ainda maior.

O estudo observou comerciais nos canais de maior audiência na TV aberta e fechada, além de um canal com programação infantil, veiculados entre 15 e 21 de fevereiro, além de publicações no Facebook das mesmas 133 marcas contabilizadas no levantamento das propagandas televisivas.

A pesquisa concluiu que, em 84% dos casos os homens protagonistas são brancos e, em apenas 7% dos anúncios estes protagonistas são negros. Em outros 9% dos comerciais, esses homens são de várias etnias.

As mulheres brancas ocuparam 74% dos papéis principais, enquanto as negras, 22%, e as mulheres de várias etnias, 4%.

No caso de comerciais que mostram homens e mulheres como protagonistas, várias etnias foram retratadas em 92% dos casos.

O estudo aponta que o predomínio da diversidade nas propagandas com mais protagonistas é um indicador de que pessoas negras não têm ocupado com frequência o papel de consumidor universal.

Nos anúncios analisados no Facebook a presença dos negros é maior que na televisão. O percentual de homens negros protagonistas sobe de 7% para 23%, enquanto o de mulheres negras, de 22% para 35%.

Fonte: Agência Brasil