Varejo da construção em baixa

Para atrair os clientes e elevar as vendas, algumas lojas adotam campanhas promocionais que oferecem produtos diversificados.

Mesmo antes de chegar o período chuvoso, os comerciantes do ramo da construção civil já começaram este ano com baixas vendas em João Pessoa. A queda no comércio já deu sinais de baixa no primeiro mês do ano, cujas saídas de mercadorias sofreram redução de 0,23%, segundo estudo do Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba (IFEP/Fecomércio). Para atrair os clientes e elevar as vendas, algumas lojas adotam campanhas promocionais que oferecem produtos diversificados.

Como gerente da loja Central da Construção, Vanderley Barbosa Silva disse que é comum o primeiro semestre do ano haver um desaquecimento na saída destes materiais. Mas como a loja realizou uma campanha promocional este ano, as vendas estão mais equilibradas. “Como sabemos que a procura é menor neste período, corremos atrás dos clientes oferecendo promoções”, disse.

O funcionário do depósito Torre Telhas Thiago Cunha Silva disse que a procura no estabelecimento caiu cerca de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Ele atribuiu a baixa ao contexto da economia como alta da inflação e a seca em algumas cidades paraibanas. “A seca interfere na produção da argila que vem desta região”, explicou.

Com a aproximação do inverno, a queda ainda se acentua no setor. “Mas trabalhamos com produtos variados, como eletrodomésticos para cozinha e acessórios para banheiro. Com isso, mantemos as vendas estáveis”.

Já a gerente do depósito de material de construção Construtorre, Sílvia Lacerda, disse que as vendas no início do ano geralmente são mais baixas, mas este ano a queda foi maior e chegou a 30% no seu estabelecimento. “Este ano caiu mais do que no ano passado. Acredito porque o pessoal que constrói pelo ‘Minha Casa Minha Vida’ costuma adquirir material direto dos fornecedores”, disse.

O gerente da loja New Center, Ronaldo Vieira, disse que a presença de cliente é menor neste período e que este ano a situação está mais complicada. Mesmo assim, ele afirmou que as vendas estão estáveis. “Este ano o movimento está mais fraco. Acredito que é porque a família está comprometida com as compras de final de ano, tem a matrícula escolar e também a mão de obra está mais escassa e, consequentemente, mais cara”.

Já o gerente da loja O Mestre, Divaldino de Sá Júnior, disse que não sentiu a baixa do período porque houve uma expansão do estabelecimento que hoje também vende utensílios domésticos.

“Estamos com mais variedade de produtos, oferecendo mais comodidade e conforto aos clientes”. Segundo ele, alguns preços de produtos em metais como torneiras sofreram reajustes que variavam de 4% a 5%. “Temos que repassar isso para o consumidor, mas isso não interferiu nas nossas vendas”, confessou.

Mesmo com a baixa no setor, os comerciantes estão otimistas em relação ao mercado até o fim do ano. “Estamos otimistas porque a partir de outubro as coisas costumam melhorar", frisou.