Karoline Zilah
Com informações da Codecom-CG
É tensa a fase de preparativos para que o estádio Amigão, em Campina Grande, receba os jogos da Série B do Campeonato Brasileiro. Após várias inspeções, o tom dos discursos de deputados, vereadores e, agora, do prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB) é o mesmo: o estádio corre o risco de não sediar as participações do Campinense na competição.
“A situação do Amigão é precária”, disse o prefeito após vistoria realizada na tarde do domingo (6) no estádio Governador Ernani Sátiro. Na ocasião, Veneziano também acompanhou o clássico entre Campinense e Treze e anunciou a união entre a Prefeitura, o Governo do Estado e a Câmara de Campina Grande em prol da recuperação física do local.
Acompanhado da secretária executiva de Juventude, Esporte e Lazer do Estado, Raquel Souto Maior, e do presidente da Comissão de Obras, Habitação e Serviços Públicos da Câmara Municipal de Campina Grande, vereador Antônio Pereira (PSB), Veneziano viu as condições do Amigão para discutir quais soluções podem ser tomadas.
O prefeito lembrou a audiência com o governador José Maranhão (PMDB) na semana anterior. “Relatamos não só as necessidades do Amigão, mas também falamos da urgência com a qual as soluções têm que ser tomadas, porque estamos às portas do início do Campeonato Brasileiro da Série ‘B’ e temos o Campinense como representante da Paraíba na competição”, comentou.
Ele lembrou ao governador a necessidade de receber bem as equipes visitantes, os profissionais de imprensa local e de outros estados – e, principalmente, os torcedores. “Relatei os pontos que precisam de uma reforma urgente, como estacionamento, acessos, estrutura para a imprensa, o prédio está cheio de infiltração e nós precisamos resolver isso urgentemente”.
Proposta
A proposta de parceria apresentada por Veneziano é de que a Prefeitura seja responsável pela recuperação de toda a parte externa do estádio, compreendendo vias de acesso e estacionamento; e que o Governo do Estado recupere a parte interna.
“Fizemos esta proposta e o governador achou-a sensata. Ao final da audiência, após mostrarmos o caráter de urgência do pedido, ele determinou providências urgentes para que as ações sejam concretizadas o mais rápido possível”.
No final do mês de março, uma comitiva de vereadores, técnicos de times e secretários da gestão municipal da cidade fez uma vistoria para detectar quais seriam as obras emergenciais. “Veremos o que precisa melhorar de imediato, ou seja, quais são as recuperações necessárias, tudo a partir de orientações de engenheiros e dos técnicos dos times”, ressaltou o vereador Antônio Pereira na época.
Segundo ele, provavelmente surgirão obras a serem cumpridas também a longo prazo, mas as prioridades serão os reparos para que o Campinense e sua torcida possam assistir aos jogos em segurança. A Raposa enfrenta o Duque de Caixas no dia 8 de maio, às 21h. Em seguida, no dia 16, parte para a cidade de Taguatinga (GO), onde joga contra o Brasiliense.
Instalação de cadeiras
A Câmara de Campina marcou para a terça-feira (7) uma sessão especial para discutir uma outra polêmica envolvendo o estádio. Na semana passada o deputado estadual Ruy Carneiro (PSDB) defendeu o projeto de redução de capacidade do Amigão de 40 mil para 17 mil pessoas após a instalação das cadeiras em todas os seus setores.
Ele disse que o serviço obedece todas as regras internacionais definidas pela Fifa e das leis constantes no Estatuto do Torcedor, e que está nos mesmos moldes de estádios cariocas como o Maracanã e o Engenhão.
Segundo o deputado, ao ser concluída, a reforma ela dará maior conforto aos torcedores paraibanos e evitará a evasão de rendas nos jogos realizados naquela arena esportiva.




