Se for confirmada a candidatura da deputada Pollyana Dutra (PSB) como senadora, como está sinalizado desde ontem (1), o ex-prefeito de Brejo do Cruz, Barão, marido dela, é quem deve ‘herdar’ o espólio eleitoral da parlamentar e ser o candidato a deputado estadual do grupo.
A ‘jogada’ do governador João Azevêdo (PSB) em encontrar uma solução caseira para completar a chapa majoritária pode acabar comprometendo os correligionários do próprio partido que estão na disputa à Assembleia Legislativa.
O risco é com a transferência dos votos de Pollyana Dutra, que teria em uma candidatura confortável para reeleição ao parlamento estadual, para Barão, que é filiado ao PL.
Além de reduzir as chances dos candidatos do PSB, a movimentação pode ajudar a eleição de candidatos do partido de Bolsonaro, que faz grande frente de oposição ao governador atualmente na Casa e pode fazer muito barulho em sua eventual reeleição. É o famoso tiro no pé.





O Barão de São Bento retornará mais turbinado a Casa de Epitácio similar ao Barão do Rio Branco. Muito bom seria que sua consorte nos representasse na Casa do Águia de Haia, monumento arquitetado pelos gênios da modernidade Oscar e Lucio. Afinal, Epitácio e Ruy disputaram em 1918 a Presidência do Brasil, via indireta pelo Senado Federal, saindo-se o paraibano eleito para presidir a terra de Pedro Álvares Cabral. A Alta Casa no Planalto, atualmente, não mais abriga no seu seio quem comete contra a coisa pública alcance, aventuras, desonestidades e outras mazelas fétidas que enojam e indignam a sociedade brasileira.