Do ‘Gabinete do Ódio’, Tércio Arnaud deve ser assessor especial de Bolsonaro

Paraibano do ‘gabinete do ódio’ deve ter cargo privativo a ex-presidentes da República, segundo a coluna de Juliana Dal Piva, em UOL.

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

O paraibano Tércio Arnaud Tomaz deve ser nomeado como assessor especial de Bolsonaro, quando ele se tornar ex-presidente da República a partir de 1º de janeiro do próximo ano. A informação foi divulgada com exclusividade pela coluna de Juliana Dal Piva, em UOL, neste domingo (11).

Conhecido por integrar o chamado ‘gabinete do ódio’ do governo Bolsonaro, Tércio figurou como 1º suplente de Bruno Roberto (PL) na candidatura do bolsonarista ao Senado. Eles obtiveram 231 mil votos e ficaram em 5º lugar na disputa.

A coluna destaca que, dos demais assessores atuaram no gabinete, estão com destino incerto: José Matheus Salles Gomes, conhecido como “Zuero”, e Mateus Diniz, chamado de “Matheuszinho”. Interlocutores do clã Bolsonaro relataram à coluna que eles estão conversando com integrantes da bancada bolsonarista para obter novos cargos.

Benefícios do ex-presidente

O paraibano deve ficar em um dos cargos comissionados a que os ex-presidentes têm direito. Por lei, todos os ex-presidentes brasileiros têm direito a alguns benefícios vitalícios custeados pela própria Presidência da República.

Cada ex-mandatário tem direito a quatro servidores para sua segurança e apoio pessoal, além de dois veículos oficiais com motoristas. Estes funcionários são de livre indicação do ex-presidente e podem ocupar cargos comissionados até o nível DAS-4.

A mesma lei determina ainda que os ex-presidentes podem contar também com o assessoramento de mais dois servidores ocupantes de cargos comissionados até o nível DAS-5.

Trajetória de Tércio

Tércio Arnaud é de Campina Grande e foi descoberto por Carlos Bolsonaro entre 2013 e 2014 após ter a página “Bolsonaro Opressor” no Facebook ter ganhado visibilidade. Ele a usava para atacar, por meio de memes, os adversários do então deputado federal, além de fazer elogios a Bolsonaro.

Com a vitória de Bolsonaro na eleição de 2018, ele também foi um dos primeiros a ser nomeados como assessor especial da Presidência com um salário de R$ 13,6 mil. O agora assessor presidencial não tinha experiência prévia em política. É formado em Biomedicina e trabalhou como recepcionista em um hotel. Depois que foi descoberto pelo “zero dois”, foi chamado para ser assessor dos gabinetes a partir de 2017.

*com informações da coluna de Juliana Dal Piva, em UOL