Do G1
O ex-governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), afirmou ao G1 nesta sábado (18) que se sente “violentado” pela decisão de sua cassação. Na última quinta-feira (16), O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou por unanimidade a cassação dos mandatos de Lago e de seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS) e decidiu dar posse imediata à senadora Roseana Sarney (PMDB) no cargo de governadora, segunda colocada nas eleições de 2006.
Lago chegou a entrar com ações do Supremo Tribunal Federal (STF), recurso que ainda lhe cabia, mas teve uma das ações negadas na própria sexta-feira. Questionado se ainda está otimista em relação às ações, ele respondeu que os “advogados estão otimistas”. “Mas nós nos sentimos muito violentados. Estamos nos acostumando à decisão”, afirmou.
Lago disse que “só tem a lamentar” a cassação e contestou as provas apresentadas de compras de voto de abuso de poder político e econômico.
Ele contou que resolveu deixar a sede do governo, o Palácio dos Leões, neste sábado porque teve sua ação recusada pelo Surpemo. “Nós dissemos, desde o primeiro momento que nós sairíamos em duas circunstâncias: se a Assembléia elegesse um novo governador de forma indireta (…) ou se o Supremo Tribunal Federal não despachasse a nossa ação ao nosso favor, que foi o que aconteceu.”
Fora do governo, o ex-governador diz que deve se dedicar à vida partidária. “Vou entrar e ter agora uma vida partidária intensa. Nós entendemos que todos os partidos do campo democrático que têm vida partidária mais intensa, têm que ter quadros mais preparados, preparar a consciência política para chegar no máximo.”
Ocupação do Palácio
Após a posse de Roseana Sarney na sexta-feira, Jackson Lago se recusou a deixar a sede do governo do Maranhão, o Palácio dos Leões, onde chegou a passar a noite. Lago permaneceu com amigos e aliados no palácio e anunciou às 10h20 que deixaria o local. Ainda pela manhã, saiu em caminhada com aliados e integrantes de movimentos sociais, para a sede de seu partido, o PDT.
Durante a noite, movimentos sociais que apóiam o ex-governador montaram acampamento no pátio interno do palácio e a segurança foi rigorosa – só permitiu a entrada de aliados de Jackson. A movimentação no local foi intensa durante toda a sexta-feira.




