Movimentos por moradia recebem apoio da Assembleia Legislativa

Audiência pública será realizada na quinta (9) para debater contingenciamento. 

Movimentos por moradia recebem apoio da Assembleia LegislativaLideranças da União Nacional por Moradia Popular da Paraíba ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (7) para pedir apoio da Casa contra a redução nos investimentos em habitação popular em todo o país. Uma audiência pública, proposta pela deputada Estela Bezerra (PSB), será realizada nesta quinta-feira (9), às 9h, para discutir com a sociedade os efeitos e cortes do programa Minha Casa, Minha Vida. 

O documento foi recebido em mão pelo presidente da Assembleia, Gervásio Maia (PSB), que se prontificou em apoiar a causa. “Vamos abrir a Casa para que esse debate possa ir adiante”, comentou. 

A quesixa do movimento diz respeito aos cortes anunciados pelo governo Temer na área da habitação, sobretudo após o anúncio ontem do Ministério das Cidades, que liberou apenas 760 unidades para a Paraíba.

Segundo a presidente da Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), Emília Correia Lima, que acompanhou a entrega do documento, os cortes foram substanciais. “Estou aqui em solidariedade aos movimentos. Antes você tinha uma meta anual de 100 mil casas e R$ 1 bilhão, agora se restringe a R$ 54 milhões. São mais de 20 mil casas que estamos fazendo, temos mais 20 mil projetos prontos, sozinho ou em parceria com os movimentos de habitação, e todos eles foram cortados. Não estamos recebendo, antes se conseguia uma cota de 8 mil casas, da última vez, e agora são 760 somente, ridiculamente pouco”, disse.  

A deputada Estela Bezerra criticou a decisão do governo de contigenciar os gastos com habitação. "De forma escandalosa, o governo Temer promove cortes orçamentários sobre programas que auxiliam na geração de empregos, na melhoria da economia e da qualidade de vida do cidadão, revelando assim a faceta mais cruel da sua política econômica de arrocho”, comentou.

 

Para Estela, essa mudança de paradigma vai afetar os municípios já que o programa gera empregos e tributos. “Importante registrar que o Minha Casa, Minha Vida, além de materializar o sonho da casa própria para uma expressiva parcela da população brasileira, também gera empregos nos próprios canteiros de obra e dinamiza a cadeia produtiva da construção civil", destacou. 

Confira o documento: 

 

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