Após 5.123 mortes na Paraíba, aprendemos muito pouco sobre empatia e amor ao próximo

Mesmo diante da dor, do sofrimento e das mortes, muitos insistem em ignorar a pandemia

Após 5.123 mortes na Paraíba, aprendemos muito pouco sobre empatia e amor ao próximo
Foto: Ascom

Desde a confirmação do primeiro caso de covid-19 na Paraíba, há um ano, os dias não têm sido fáceis. O avanço da doença e, recentemente, a escalada de mortes, provocam uma sensação de pânico silenciosa naqueles que percebem minimamente a gravidade do atual cenário. É impossível não elevar o grau de preocupação com familiares, parentes, amigos, conhecidos e desconhecidos…
Mas o momento impõe uma triste constatação: mesmo convivendo todos os dias com a dor, com as perdas, com o sofrimento, temos aprendido muito pouco sobre empatia e amor ao próximo.
Uma volta na esquina de casa é suficiente para perceber isso. Encontramos o vizinho sem máscara, aglomerações em bares, festas clandestinas e o desprezo de muitos com a pandemia –  como se nada estivesse acontecendo ao lado.

Os decretos, o apelo desesperado das equipes de saúde, a divulgação frenética de mortes e mais mortes não são suficientes para despertar em alguns o sentimento de que precisamos preservar a nós mesmos e, também, nossos semelhantes.

Hoje, após um ano da chegada do vírus na Paraíba, vivemos uma tragédia diária; com um acumulado de 5.123 vidas perdidas.
Temos presenciado dias difíceis, mas não conseguimos aprender com eles.
Muitos continuam olhando apenas para o umbigo. Sem empatia, sem amor ao próximo, sem senso de coletividade. Continuamos perdidos diante de uma guerra onde o vírus da insensibilidade tem ajudado a destruir milhares de vidas.