CGU identifica mais de 38 mil presos e 15,7 mil beneficiários do Auxílio Emergencial com suspeita de morte

Relatório foi consolidado em dezembro do ano passado

Polícia Federal deflagra Operação Apateones para apurar fraudes no auxílio emergencial de 50 milhões de reais. (Foto: Divulgação/Agência Brasil)
CGU identifica mais de 38 mil presos e 15,7 mil beneficiários do Auxílio Emergencial com suspeita de morte
Foto: Divulgação/Agência Brasil

Um relatório divulgado pela Controladoria-Geral da União (CGU) revela que milhares de beneficiários do Auxílio Emergencial teriam recebido o benefício irregularmente. A ‘varredura’ foi feita a partir do cruzamento dos dados do Ministério da Cidadania com outras bases de dados. Os números foram consolidados em dezembro do ano passado.

De acordo com a CGU, 15,7 mil pessoas com indicativo de morte aparecem na lista de beneficiários. O programa também pode ter empregado recursos para pagar os R$ 300 a mais de 38 mil presos, assim como a quase 17 mil pessoas residentes em outros países.

O estudo identificou também quase 822 mil trabalhadores com vínculo formal de emprego; 18 mil famílias com mais de um beneficiário e 442,2 mil beneficiários que receberam o Bolsa Família ao mesmo tempo em valor acima do teto.

As irregularidades investigadas pela CGU podem ter chegado a R$ 808,9 milhões em 2020.

No total, conforme a CGU, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas podem ter recebido indevidamente as parcelas. O montante corresponde a 3,2% do total de 56,8 milhões dos beneficiários.

O Auxílio Emergencial foi pago no valor de R$ 600 mensais no início da pandemia de Covid, entre abril e agosto de 2020. Depois, prorrogou o benefício por quatro meses em valor menor, de R$ 300.

Não há informações por Estado, referentes especificamente ao programa na Paraíba.

Outro lado

O Ministério da Cidadania informou que a auditoria da CGU não considerou os benefícios que foram cancelados na revisão mensal ou em decorrência das recomendações dos órgãos de controle – como a própria CGU. Além disso, o Ministério da Cidadania disse que o relatório chegou com atraso – quando a última parcela do Auxílio Emergencial, de outubro de 2021, já tinha sido paga. Com isso, não houve como processar cancelamentos relativos a essas irregularidades na folha de pagamentos.