O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), fez uma projeção mais do que otimista. Buscando um empréstimo de US$ 52 milhões, ele tem prometido executar uma série de obras na cidade com os recursos que serão pleiteados junto a um Banco de Desenvolvimento. A lista de ações está na ‘Exposição de Motivos’ do projeto enviado à Câmara de Vereadores.
Entre as obras está uma intervenção na Avenida Floriano Peixoto, uma das principais de Campina, que possibilitará, segundo a prefeitura, ir da entrada da cidade ao Centro em menos de 5 minutos.
Isso mesmo. Em menos de cinco minutos. A estimativa, claramente, está excessivamente ‘turbinada’.
Para perceber o exagero basta lembrar da existência dos sinais de trânsito, tornando praticamente impossível fazer o percurso em tão pouco tempo.

Além da nova rota os recursos serviriam para outras obras, como a revitalização da Feira Central, melhorias na drenagem da cidade e no saneamento básico, ações na área do Açude de Bodocongó e a implantação do Parque do Poeta.
A proposta de endividamento tem provocado críticas da oposição.
É, na verdade, para a gestão municipal, a grande aposta para garantir a execução de obras estruturantes nos próximos anos.
Em meio à polêmica, a expectativa é de que o prefeito participe na próxima semana das discussões sobre a matéria na Câmara Municipal. A ida ao Legislativo poderá ser uma boa oportunidade para explicar como o ‘futuro acesso’, por exemplo, irá possibilitar a façanha de ir da entrada da cidade ao Centro em tão pouco tempo.





Enquanto isso, continuamos caindo em buracos, vendo faixas de trânsito recém pintadas apagando em pouco tempo, essa conta os cidadãos irão pagar. Os servidores recebem um salário ruim, as escolas sem condições adequadas, temos vários problemas, escolha um.
Afundando cada vez mais a cidade e a população não ver isso. A educação, a saúde e outras mais em cals, necessitando urgente de providências.
Vc acha que os ilustres vereadores da cidade serão contrários, usando argumentações racionais e técnicas, vamos sonhar. A prefeitura fará o empréstimo e depois as consequências da dívida será outra questão. A imprensa poderia ajudar mostrando as contas atuais da prefeitura, os cargos ocupados por não concursados, falta uma imprensa crítica de verdade e independente.
Que absurdo endividar a cidade dessa forma, enquanto a saúde e a educação estão o caos total. Se nega apagar o piso dos professores, que é uma Lei federal, mas se deu a si mesmo, vereadores e secretários 26% de aumento. Nega o piso de 14.95% dos professores. E agora vai endividar a cidade pelos próximos anos. Quem vai pagar essa conta? Só pode ser o povo! Uma irresponsabilidade total de uma péssima gestão!