“Precisamos botar na cadeia os que roubam”, defende Luciano Maia

Vice-procurador-geral da República esteve em João Pessoa para evento da CMJP.

"Precisamos botar na cadeia os que roubam", defende Luciano Maia“Precisamos não roubar, não deixar que roubem e botar na cadeia os que roubam”, defendeu o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, citando frase célebre do constituinte Ulysses Guimarães. O paraibano esteve nesta quarta-feira (28), em João Pessoa, para participar da palestra ‘Improbidade administrativa, corrupção e suas consequências para a sociedade brasileira’, dentro do ciclo ‘Diálogos da Democracia’, promovido pela Câmara Municipal da capital.

O evento aconteceu no auditório Ariano Suassuna do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e contou com a participação do promotor Carlos Romero Lauria Paulo Neto, do Ministério Público da Paraíba (MPPB), e do coordenador do Núcleo do Combate à Corrupção do Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB), Sérgio Rodrigo Pimentel de Castro Pinto.

Para Maia, a questão da corrupção não é nova, é muito antiga. “Vivemos agora um período da Semana Santa em que relembramos um momento de delação premiada em que houve a compra de Judas. Podemos dizer que Judas foi corrompido pelo dinheiro”, comparou.

O vice-procurador-geral da República disse, ainda, que mais do que nunca é importante discutir improbidade administrativa em qualquer oportunidade, sendo também necessário discutir qual o tipo de sociedade o povo almeja.

Para Luciano Maia, a corrupção é um problema permanente e é dever de cada geração fiscalizar, impedindo novos atos e responsabilizando os anteriores. “Precisamos fiscalizar que o dinheiro tirado do povo seja devolvido ao povo com obras e serviços”, defendeu.

Carlos Romero Lauria Paulo Neto falou que o assunto interessa a toda sociedade e que o Ministério Público e a Câmara (Municipal) têm  uma pauta comum, que é a defesa dos interesses da sociedade. “O respeito a lisura e a defesa da moralidade administrativa tem destaque neste evento, em um momento em que  a sociedade tem levado esse tema de forma muito séria”, afirmou.