Bolsonaro aceita Copa América em meio a “terceira onda”; Azevêdo critica decisão

Por LAERTE CERQUEIRA e ANGÉLICA NUNES

Bolsonaro aceita Copa América em meio a "terceira onda"; Azevêdo critica decisão
Presidente da CBF, Rogerio Caboclo, e Jair Bolsonaro | Lucas Figueiredo / CBF

Em mais uma jogada para tornar o cenário difuso, caótico, nebuloso, o presidente Jair Bolsonaro aceitou fazer a Copa América no Brasil. São mais de 460 mil mortes. No meio da “terceira onda”, dizem especialistas.

Decisão política pensada.

Pernambuco e Rio Grande do Norte estão na lista de sede. Mas os gestores estaduais não querem assumir o risco. Outros estados podem abrir os campos.

Argentina e Colômbia recusaram ser sede. Têm problemas internos e uma pandemia pra enfrentar. País sério não arriscaria. Mas nós arriscamos. Quem disse que somos sério?

A Conmebol não quer perder dinheiro com a venda da “festa do futebol”. Bolsonaro alega que tem condições; a contaminação é mínima e ainda vai movimentar a economia.

Se for sem público, no mês da terceira onda, será uma loucura, um deboche ou uma irresponsabilidade. Mas a gente se junta de camisa verde e amarela e vamos esquecer a pandemia com gols.

Se for com torcida, uma parte que seja, aí é doloso.

A disputa será ópio brasileiro.

A Copa América vai dividir espaço com a contabilização do número de mais de mil mortes por dia. Talvez, levar e trazer variantes.

Também vai dividir espaço com a CPI da Covid-19, que já chegou a conclusão que houve omissão do governo na compra de vacinas e a existência de um gabinete da Saúde paralelo.

Difícil acompanhar os fatos. O “Brasil está lascado”, diria Gil, ex-BBB.

Bolsonaro sempre estica a corda. E ele faz isso mais uma vez. Basta saber até quando.

Azevêdo criticou

O governador da Paraíba usou as redes sociais para criticar realização da Copa América no Brasil. Segundo ele, não é hora de sediar grandes eventos e que a Paraíba não fará qualquer proposta para sediar jogos. “O que precisamos agora são vacinas”, escreveu.

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